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Fiscal 7 min de leitura

Reforma Tributária: o que muda, o que já vale e como preparar a sua empresa

A Reforma Tributária troca cinco tributos por IBS, CBS e Imposto Seletivo entre 2026 e 2033 — uma transição gradual, não uma virada de chave. Veja o que muda na sua nota fiscal, o que já vale e o que um sistema de gestão precisa calcular, mostrar e explicar em cada etapa.

08 de julho de 2026
Mesa de trabalho com documentos fiscais, calculadora e relatórios.

Estar preparado para a Reforma Tributária não é apertar um botão de um dia para o outro. Entre 2026 e 2033, o Brasil troca cinco tributos — ICMS, ISS, IPI, PIS e COFINS — por um modelo de imposto sobre o valor agregado em dois níveis (o chamado IVA dual): o IBS e a CBS, mais o novo Imposto Seletivo. Essa troca acontece de forma gradual, ano a ano. Por isso, a pergunta certa não é "meu sistema já emite tudo pela regra nova?", e sim: o meu sistema calcula os dois modelos ao mesmo tempo, mostra cada imposto separado e explica de onde vem cada alíquota — enquanto a transição corre? É assim que o TricERP trata a Reforma desde o primeiro cálculo.

O que é a Reforma Tributária, em uma frase

A Reforma unifica a tributação sobre o consumo. Hoje, uma mesma venda pode carregar imposto federal, estadual e municipal, cada um com sua regra, sua base de cálculo e seu campo na nota. A Reforma substitui esse conjunto por três tributos:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) — federal, reúne PIS e COFINS.
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) — partilhado entre estados e municípios, reúne ICMS e ISS.
  • IS (Imposto Seletivo) — federal, incide sobre produtos específicos, como cigarros e bebidas, para desestimular o consumo.

O IPI é reduzido a zero para a maioria dos produtos, mantido apenas em situações específicas. A base legal é a Lei Complementar 214/2025, que ainda recebe normas complementares — parte das regras continua a ser detalhada.

Quando cada etapa passa a valer?

A transição é longa e proposital, para dar tempo de empresas, contadores e sistemas se ajustarem:

  • 2026 — fase de teste. IBS e CBS aparecem na nota com alíquotas simbólicas (0,1% e 0,9%), em destaque informativo. Não há cobrança efetiva neste ano: serve para todos calibrarem os sistemas.
  • 2027 — a CBS entra para valer. PIS e COFINS são extintos e o Imposto Seletivo começa.
  • 2029 a 2032 — a virada gradual. O IBS sobe ano a ano enquanto ICMS e ISS caem na mesma proporção.
  • 2033 — modelo pleno. Os tributos antigos deixam de existir e ficam só IBS, CBS e IS.

Repare no detalhe que muda tudo para quem cuida de sistema: durante quase uma década, os dois modelos convivem. Um sistema de gestão precisa calcular o imposto atual e o novo lado a lado, com o peso certo de cada ano.

Ninguém está "100% pronto" hoje — e tudo bem

Vale reconhecer com franqueza: nenhum sistema de gestão no Brasil emite tudo pela regra final da Reforma hoje, porque a própria regra ainda não está fechada. Boa parte dos detalhes — classificações, exceções, alíquotas definitivas — depende de regulamentação que continua a ser publicada. Quem promete prontidão total imediata promete o que a lei ainda não fechou.

A preparação que importa, então, não é uma data de "está pronto". É uma arquitetura que acompanha a transição: calcula, mostra e explica cada etapa à medida que ela entra em vigor.

O que um sistema de gestão precisa fazer durante a transição?

Três capacidades separam um sistema que apenas "tem um campo novo" de um que realmente acompanha a Reforma:

  1. Calcular os dois modelos em paralelo. A cada venda, aplicar o peso do ano — quanto ainda é imposto atual, quanto já é imposto novo.
  2. Mostrar cada imposto separado. Sem misturar o que é tributo atual e o que é Reforma. Quem lê a nota e o cálculo precisa enxergar CBS, IBS e IS distintos dos tributos de hoje.
  3. Explicar de onde vem cada número. Qual lei autoriza aquela alíquota. Quando um fiscal ou o contador perguntar "por que esse valor?", o sistema responde com a norma, não com um número solto.

Como o TricERP acompanha a Reforma

O TricERP nasceu no período da Reforma, então tratamos a transição como parte do motor de cálculo desde o início — não como remendo posterior. Na prática:

  • O motor já calcula CBS, IBS e o Imposto Seletivo. O IBS sai dividido na parte estadual e na municipal, e o cálculo usa o fator de transição de cada ano, de 2026 a 2033.
  • A fase de teste fica clara. Em 2026, esses tributos aparecem como destaque informativo, com a etiqueta de que ainda não há cobrança efetiva. O sistema não confunde simulação com valor a pagar.
  • Cada tributo aponta para a lei. Junto do valor calculado há um selo de fundamento legal: um clique mostra a norma que autoriza aquela alíquota — por exemplo, a Lei Complementar 214/2025 — e leva ao texto oficial. É a rastreabilidade que o contador usa para defender o cálculo.
  • A emissão dos novos grupos na nota fica sob o seu controle. Os campos de IBS, CBS e IS na nota fiscal permanecem desligados até que a Secretaria da Fazenda do seu estado esteja pronta para recebê-los. Assim, a nota não corre o risco de rejeição antes da hora. Quando a SEFAZ ativa, a empresa liga o recurso — no momento certo, com decisão consciente.

O que a Reforma no TricERP não é

Honestidade também é preparação. Vale deixar claro o que o sistema não faz:

  • Não é um oráculo fiscal. O motor calcula de forma determinística e rastreável — mesma entrada, mesmo resultado, com memória de cálculo. Mas a validação da regra aplicada é da empresa e do seu contador. O sistema dá a munição; a decisão fiscal é humana.
  • Não antecipa o que a lei ainda não definiu. A LC 214/2025 é a base, e as normas complementares continuam a sair. O TricERP acompanha essas mudanças; não inventa regra que ainda não existe.
  • Não liga a emissão nova no seu lugar. Quem decide o momento de emitir pela regra nova é a empresa, junto do contador — não um interruptor automático que pode gerar rejeição na SEFAZ.

Perguntas frequentes

Quando a Reforma Tributária começa a valer?

A fase de teste começa em 2026, com IBS e CBS em alíquotas simbólicas e sem cobrança efetiva. Em 2027, a CBS passa a valer e PIS e COFINS são extintos. A virada acontece de forma gradual até 2033, quando só restam IBS, CBS e Imposto Seletivo.

Quais impostos mudam?

Cinco tributos sobre o consumo saem de cena — ICMS, ISS, IPI, PIS e COFINS — e dão lugar a IBS (que reúne ICMS e ISS), CBS (que reúne PIS e COFINS) e ao novo Imposto Seletivo, sobre produtos específicos.

Meu sistema de gestão precisa estar 100% pronto hoje?

Não. A transição é gradual e as regras ainda não estão todas fechadas, então prontidão total imediata seria impossível — inclusive para a lei. O que importa é o sistema calcular os dois modelos, mostrar cada imposto separado, explicar o fundamento de cada alíquota e acompanhar cada etapa quando ela entra em vigor.

O TricERP já calcula IBS e CBS?

Sim. O motor de cálculo já apura CBS, IBS (parte estadual e municipal) e Imposto Seletivo, com o fator de transição de cada ano. Em 2026, eles aparecem como destaque informativo, sem cobrança. A emissão desses grupos na nota fiscal fica sob controle da empresa, liberada quando a Secretaria da Fazenda do estado estiver pronta para recebê-los.

Vou pagar mais imposto com a Reforma?

Depende do seu setor e do seu regime — e essa conta não é o sistema que decide. O papel do TricERP é calcular com transparência e mostrar o fundamento de cada alíquota, para que você e o seu contador avaliem o impacto real no seu negócio.

Preciso trocar de contador por causa da Reforma?

Não. O sistema orienta e dá rastreabilidade a cada imposto, mas a validação fiscal continua com o contador. A Reforma aproxima os dois: o sistema calcula e explica, o contador confere e responde.

Preparação é acompanhar a transição, não esperar um botão mágico

A melhor forma de encarar a Reforma é tratá-la como o que ela é: uma travessia de vários anos, com regras que amadurecem no caminho. Um bom sistema de gestão não promete um "modo Reforma" pronto e fechado — ele calcula os dois modelos, mostra cada imposto com clareza e prova de onde vem cada número, e evolui junto com a lei.

Quer ver como o TricERP calcula e explica cada imposto, do modelo atual ao da Reforma? Fale conosco pela página de contato e conheça o sistema por dentro.

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