Quem fatura três pedidos por dia abre um a um e emite a nota na tela de cada pedido. Quem fatura trinta, cinquenta ou mais precisa de outra rotina — e é para esse volume que existe a Central de Expedição do TricERP.
A lógica é simples: em vez de tratar cada venda como um evento isolado, a Central organiza o faturamento do jeito que a operação já funciona na prática — por carga. Os pedidos prontos para faturar são reunidos em um romaneio, o documento que espelha o que vai embarcar no caminhão. A partir dele, as notas fiscais de todos os pedidos são emitidas em uma única rodada.
O que a Central de Expedição faz
- Reúne os pedidos faturáveis em um só lugar. Da lista de pedidos de venda, os pedidos selecionados (ou todos os faturáveis do filtro atual) seguem de uma vez para a Central.
- Agrupa por carga, com o romaneio. O pré-romaneio nasce sem nota e vai recebendo pedidos até a carga fechar. Quando todos os itens faturam, ele é promovido a romaneio — o retrato fiel do embarque.
- Emite as notas em lote. Uma rodada emite NF-e (nota fiscal eletrônica, modelo 55) para vendas entre empresas ou NFC-e (nota fiscal de consumidor eletrônica, modelo 65) para consumidor final, transmitidas à SEFAZ (Secretaria da Fazenda).
- Entrega a papelada de uma vez. A ação de documentos em lote baixa um único PDF com todos os DANFEs (documento auxiliar que acompanha a mercadoria) e os XMLs (arquivo digital oficial) das notas autorizadas do período.
Velocidade sem acidente fiscal
Emitir em massa exige um cuidado que emitir um a um não exige: uma nota autorizada não se apaga — ela precisa ser cancelada na SEFAZ, dentro do prazo legal. Por isso o faturamento em lote do TricERP foi desenhado para ser rápido e deliberado. A seleção de pedidos começa vazia de propósito, o botão de confirmação informa exatamente quantos pedidos serão faturados e um aviso deixa clara a irreversibilidade. Ninguém emite cinquenta notas sem querer.
E quando algo dá errado em um pedido — um dado faltando, uma rejeição da SEFAZ —, o lote não para. O item problemático fica marcado com o motivo do erro, os demais seguem normalmente, e a correção acontece depois, sem refazer a rodada inteira.
O resultado: a expedição deixa de ser um gargalo de fim de dia. A carga é montada, as notas saem juntas, os documentos são baixados de uma vez — e o que antes tomava uma tarde vira uma rotina de minutos.
