Conferência da NF-e de entrada: da nota ao efeito no ERP

Como a NF-e do fornecedor entra no TricERP: quatro modos de registro, conferência com sugestão de operação fiscal e de produto, parcelas geradas pela condição de pagamento e a aba Finalização, que mostra o que a nota de fato gerou no contas a pagar e no estoque.

10 min de leituraAtualizado em 12 de agosto de 2026

Tela de conferência de NF-e de entrada com painel de classificação e tabela de itens da nota.

Toda compra com nota passa pelo mesmo ponto: a NF-e (nota fiscal eletrônica) emitida pelo fornecedor precisa entrar no sistema e virar efeito real — título no contas a pagar, entrada no estoque, vínculo com o pedido de compra. A estação Recebimento de NF-e do TricERP é esse ponto de entrada: recebe a nota por quatro caminhos, confere item por item, classifica a operação fiscal e mostra, ao final, o que foi de fato gerado no ERP.

O que a rotina faz

  • Recebe a nota por quatro modos: Upload XML (o arquivo .xml da NF-e), Digitação Manual (registro direto na tela, com transporte, pagamento e duplicatas), Pedido de Compra (a nota nasce preenchida a partir de um pedido aprovado) e Radar de Notas — as notas emitidas contra o seu CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), direto da SEFAZ (Secretaria da Fazenda), têm guia próprio: veja "Radar de Notas: NF-e contra seu CNPJ".
  • Organiza o trabalho em quatro abas — Entrada, Conferência, Impostos e Finalização — na ordem em que a nota amadurece dentro do sistema.
  • Sugere a classificação na aba Conferência: a operação fiscal vem do cadastro do fornecedor ou do padrão da empresa, e cada item da nota é pareado com um produto do seu cadastro pelo catálogo do fornecedor, pelo EAN (o código de barras) ou pelo código — sempre com a origem da sugestão identificada em selo, e só quando o encontro é único. Ambiguidade nunca escolhe em silêncio.
  • Respeita o jeito da sua empresa de trabalhar: o comprador confirma a sugestão na conferência, o Fiscal classifica depois, ou o sistema aplica a sugestão sem confirmação — quem decide é o parâmetro Classificação da NF-e de entrada, nas configurações de Suprimentos.
  • Na digitação, gera as parcelas da nota a partir da condição de pagamento escolhida — a guia de duplicatas nasce preenchida e o total fecha com o valor da nota.
  • Registra a manifestação do destinatário junto à SEFAZ e, na aba Finalização, mostra os efeitos reais no ERP: o título que existe no contas a pagar, a entrada de estoque que aconteceu — e um aviso claro sempre que algo esperado não foi gerado.

Por que é assim

Porque nota de entrada registrada errada custa caro duas vezes: no financeiro, com título de valor ou vencimento errado, e no estoque, com saldo que não bate com a prateleira. Por isso a estação separa sugerir de decidir — o sistema adianta o preenchimento com o que já sabe, mas nunca escolhe sozinho o que não for inequívoco. E a Finalização não presume: ela audita o que existe. Se a operação deveria gerar título e ele não está lá, a tela diz isso com todas as letras, em vez de deixar a descoberta para o fim do mês.

Quando a última aba confirma que o título existe e o estoque entrou, a compra fechou o ciclo — sem precisar conferir em três lugares para acreditar.

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