Caminhão na doca, romaneio na mão, conferente contando volumes: o recebimento de mercadoria é o momento em que a compra deixa de ser promessa e vira fato. No TricERP, cada chegada é registrada como uma remessa numerada dentro do pedido de compra — um documento que guarda quem recebeu, quando, quanto de cada item e a que preço.
O que a rotina faz
- Registra cada remessa como um evento numerado (REC), com data, hora e o nome de quem registrou.
- Pede o total recebido de cada item — do jeito que o conferente lê a contagem — e calcula sozinho a diferença em relação ao que já havia chegado. Três entregas parciais somam o total do pedido, nunca três vezes o total.
- Mantém o histórico de remessas no próprio pedido, com o selo Estoque movimentado quando a entrada de saldo aconteceu ali e o selo correção quando uma quantidade foi acertada para baixo.
- Aplica a tolerância de recebimento: um pedido de 50 unidades com 5% de tolerância aceita até 52,5 — 52 passa, 60 é recusado com a orientação do que fazer.
- Dá entrada no estoque pela nota fiscal eletrônica (NF-e) ou no próprio recebimento, conforme a política da empresa — e o custo da entrada é o preço negociado na compra, sem redigitação.
- Atualiza a situação do pedido conforme as remessas chegam: Em Recebimento enquanto falta mercadoria, Recebido Totalmente quando tudo chegou.
Por que é assim
Planilha some, papel de doca se perde — e quando a fatura chega, ninguém lembra quanto veio em cada caminhão. Por isso cada remessa é um registro definitivo: não se edita nem se apaga, e é essa memória que sustenta a comparação entre pedido, recebimento e nota (veja o guia "Confronto 3 vias: pedido, recebido e nota lado a lado") e o acerto de contas com o fornecedor (veja o guia "Fechamento de Compras: um acerto por fornecedor"). E pedir o total acumulado, em vez da diferença, é deliberado: é assim que se confere no mundo real — olhando o que já chegou e o que está na carroceria.
Recebeu, registrou, seguiu: o resto — estoque, custo e situação do pedido — o sistema resolve.
