A carteira de clientes responde, dentro do sistema, a uma pergunta que toda equipe comercial faz: de quem é este cliente? Cada cliente tem um vendedor principal e pode ser atendido também por outros. Com a carteira ligada, cada vendedor trabalha só com os clientes dele, com os orçamentos, as propostas, os pedidos e as oportunidades desses clientes. O supervisor enxerga a equipe que responde a ele, e a gestão enxerga a empresa inteira.
Ligar é uma escolha de cada empresa. Quem prefere que todos vejam todos deixa a chave desligada e usa a carteira só para dizer quem atende quem; quem trabalha com representantes, equipes por região ou linhas de produto separadas liga, e o recorte passa a valer no sistema todo.
O que a rotina faz
- Dá dono a cada cliente. Um vendedor principal por cliente e, quando a conta pede, outros vendedores com quem o cliente é compartilhado (uma linha de produto com cada um, por exemplo).
- Recorta o que cada vendedor vê. Clientes, orçamentos, propostas, pedidos, oportunidades, itens vendidos, relatórios e as respostas do assistente de IA passam a mostrar só o que é da carteira de quem está usando.
- Segue a hierarquia da equipe. O supervisor vê a carteira de quem responde a ele, em quantos níveis a equipe tiver. Quem precisa ver tudo recebe uma permissão própria para isso.
- Cobre ausências sem trocar de dono. Nas férias ou numa licença, outro vendedor ou um gestor cobre a carteira por um período com data para acabar. Terminado o prazo, nada precisa ser desfeito.
- Transfere com histórico. Toda atribuição, compartilhamento e transferência fica registrada: quem fez, quando, de quem para quem e por quê.
- Não deixa cliente novo sem dono. O cliente que um vendedor cadastra já nasce na carteira dele.
- Deixa as decisões com a empresa. Quem vê o cliente que ainda não tem vendedor, e se o vendedor pode vender para quem está na carteira de outro, são parâmetros, não regras fixas.
Por que é assim
O documento pertence a quem vendeu, e o cliente pertence à carteira. O vendedor vê o pedido que ele fez e todo pedido dos clientes da carteira dele. As duas regras juntas cobrem os casos do dia a dia: o cliente compartilhado aparece para os dois vendedores, e o pedido feito para o cliente de outra carteira (quando a empresa permite) continua com quem o fez.
O recorte vale para quem vende, não para o resto da empresa. Financeiro, fiscal e expedição continuam trabalhando como sempre. Ligar a carteira não obriga a refazer as permissões de todo mundo, só a dizer quem é vendedor.
Esconder só a lista de pedidos não protegeria nada: o mesmo cliente apareceria num relatório, numa busca ou numa pergunta ao assistente. Por isso o recorte é aplicado num ponto único, que todas essas telas consultam.
