Quem produz não entrega só quantidade: entrega volumes. As mesmas 1.200 unidades saem como 24 paletes de 50, 100 caixas de 12 ou 40 fardos de 30, conforme o que se fabrica — e é o volume que recebe etiqueta, que a conferência conta e que o cliente confere na chegada. Do mesmo modo, quem controla lote não entrega "10 unidades": entrega 10 unidades de um lote identificado, e é esse número que responde quando alguém pergunta de qual produção veio aquele item.
No TricERP essas duas identidades nascem no mesmo momento — o apontamento de produção — e cada uma segue a regra que você cadastrou.
O que a rotina faz
- Numera o lote pela sua regra. O número sai da configuração de Lote/Série que você cadastrou: prefixo, máscara, sequencial e quando o contador reinicia. O sistema não inventa formato próprio.
- Monta os volumes sozinho. Declarando na operação do roteiro que ela embala ou paletiza, cada apontamento distribui a quantidade produzida em volumes conforme a capacidade — e a sobra vira um volume parcial, nunca arredondado para cima.
- Dá identidade a cada volume. Cada palete, caixa ou fardo recebe número próprio e guarda o que tem dentro: produto, quantidade e lote.
- Imprime a etiqueta. Etiqueta de 10 x 10 cm com QR Code e o número em corpo grande, direto da ordem de produção.
- Mantém a rastreabilidade em pé. Do lote se chega à ordem, dela ao apontamento e ao material consumido.
Por que é assim
Quantidade não vira etiqueta. Etiqueta precisa saber o que tem dentro, quanto, de qual lote, quem fez e quando — por isso o palete é um registro com identidade, e não um campo "quantidade de volumes" no apontamento.
O volume também é físico: ele continua no estoque mesmo que a ordem seja cancelada. Por isso o estorno de um apontamento cancela os volumes em vez de apagá-los — a etiqueta pode já estar colada, e apagar o registro faria aquela etiqueta apontar para o nada.
Os volumes moram no módulo de Estoque, não no de Armazém. Agrupar a produção para expedir é necessidade de qualquer operação produtiva — alimentos, embalagens, químicos, têxteis, materiais de construção —; se dependesse do WMS (gestão de armazém), só teria volumes quem também contratasse o WMS.
